Série Global, Malhação, discute homossexualidade e homofobia
A Malhação está abordando a discussão sobre a homofobia e homossexualidade. Talvez o tema tenha sido incorporado na trama devido às recentes agressões físicas contra homossexuais que foram noticiadas pela mídia. A Malhação já tem tradição em discutir temas polêmicos: preconceito racial, preconceito contra pessoas que vivem com HIV/Aids, gravidez na juventude, maioridade penal, entre outros. Além disso, a questão da homossexualidade já foi discutida em episódios passados. No começo de 2010, um dos alunos assumiu a homossexualidade, manifestou que estava gostando de um colega da escola e ainda conheceu outro gay recém chegado no colégio. Sem dúvida, a série tem enorme impacto educacional sobre os(as) jovens, LGBT ou não, e até sobre adultos e idosos que acompanham diariamente seus episódios.
A discussão sobre homofobia na série incluiu o tratamento que é dado aos homossexuais, a informação sobre a sigla GLBTTT (embora esteja em dissonância com a proposta decidida em conferência nacional pelo movimento LGBT organizado), o significado da palavra “homofobia”, usando até a palavra “homossexualismo” que rejeitada por muitos(as) militantes porque conota doença.
Trata-se de uma discussão polêmica, pois cada um(a) tem posicionamentos diferentes e, muitas vezes, divergentes sobre o mesmo assunto. Também não podemos ignorar que a novela, por um lado, expressa “pontos de vistas” de um determinado “grupo social” e de seus autores, portanto, que mantém o “poder” e o “domínio” sobre quais vozes são representadas, ou seja, sobre o que é transmitido ou não, que tipo de abordagem é feita, etc.
A novela tem um potencial educacional riquíssimo. Porém, resta saber se a abordagem sobre a homofobia na Malhação será capaz de não apenas fazer as pessoas refletirem sobre a discriminação contra homossexuais, mas também mudarem suas atitudes em relação à LGBT. E vocês, o que acharam dessas abordagens da Malhação?
Ainda tem a personagem Duda que não atende às expectativas sociais da feminilidade hegemônica e, muitas vezes, enfrenta discriminação. O texto interpretado pela atriz Nathalie Jourdan no quadro “Diário de Duda” é enfático “Abra sua mente, gay também é gente”, relembrando Os Mamonas Assassinas e vale a pena assistir.
O personagem Alê reafirma sua homossexualidade depois de uma transa "mal sucedida" com uma garota
O Valter, na época recém chegado ao colégio, também foi outro que confessou sobre sua homossexualidade para o próprio Alê
Alê confessa que está gostando de Vinícios

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